O setor agropecuário brasileiro acaba de dar um passo significativo na ampliação de suas exportações para a China. Quarenta e seis estabelecimentos do país foram habilitados a vender farinhas de aves e suínos ao mercado chinês, informou o Governo Federal na quarta-feira (30), consolidando um avanço nas relações comerciais entre duas potências globais.
A autorização ocorre após um processo iniciado com a assinatura de um protocolo sanitário bilateral em abril de 2023.
Técnicos chineses realizaram auditorias presenciais nos estabelecimentos brasileiros, com base nas exigências estabelecidas pela Administração Geral das Alfândegas da China (GACC). O entendimento foi finalizado com a definição conjunta do modelo de certificado sanitário.
Além das 46 unidades de farinhas de aves e suínos, outros quatro estabelecimentos especializados em farinha de pescado também receberam sinal verde para exportar. Com isso, o Brasil amplia a diversidade de empresas aptas a atender à crescente demanda do país asiático.
A Embaixada da China no Brasil celebrou o anúncio, e lembrou que o gigante asiático ''comprou US$ 304 milhões em farinhas de origem animal'' em 2024.
China lidera importações do agro brasileiro
A China permanece como o principal destino das exportações agropecuárias brasileiras.
Somente em 2024, as compras chinesas ultrapassaram US$ 49,6 bilhões em produtos do agro nacional. Especificamente no segmento de farinhas de miudezas, agora reforçado com a entrada das farinhas de aves e suínos, as importações somaram mais de US$ 304 milhões no ano.
Além do impacto direto na balança comercial, a nova habilitação representa um impulso à adoção de práticas sustentáveis na agropecuária. A exportação de farinhas de origem animal está alinhada à lógica da economia circular, ao transformar resíduos em insumos valorizados pela indústria global.