
Secretário de Estado dos EUA descarta guerra direta com a Rússia: 'o perigo é muito grande'

Marco Rubio, secretário de Estado do governo Trump, concedeu, nesta quinta-feira (31), uma entrevista à emissora Fox News. Na ocasião, foi questionado se a Rússia estaria preparada para enfrentar os Estados Unidos em um confronto armado''.
''Isso nem é algo concebível. Quero dizer, uma guerra entre os Estados Unidos e a Rússia simplesmente não é um cenário que possamos imaginar. São os dois maiores arsenais nucleares do mundo, e o perigo seria grande demais'', respondeu.
Nesse contexto, revelou que sua ''verdadeira preocupação'' é a possibilidade de um ''conflito pontual ou um erro de cálculo que leve a um confronto.'' Logo em seguida, no entanto, minimizou os riscos, afirmando que ''nem deveríamos pensar nisso, porque não é um cenário plausível — ou mesmo viável — para nenhum dos lados''.
O alto diplomata também afirmou que Washington realizou contatos com altos representantes russos recentemente, incluindo do entorno do presidente Vladimir Putin:

"Nós continuamos dialogando com o lado russo, inclusive nesta semana – no começo da semana, na segunda ou terça-feira. Tivemos uma longa conversa com eles – não com Putin diretamente, mas com alguns de seus principais assessores – na esperança de chegar a algum entendimento sobre um caminho que leve à paz'', afirmou.
Rubio reforçou a insatisfação da diplomacia americana com a falta de avanços nas negociações, e reiterou que a Casa Branca tem sanções secundárias sobre as vendas de petróleo da Rússia e sobre o setor bancário como opções sobre a mesa. ''Acredito que nossa esperança é evitar isso e encontrar uma maneira de fazer com que os combates cessem", declarou.
O porta-voz presidencial russo, Dmitry Peskov, afirmou nesta terça-feira (29) que o Kremlin tomou conhecimento do novo ultimato do presidente norte-americano, Donald Trump, que no dia anterior prometeu estabelecer um novo prazo para que Moscou chegue a um acordo sobre o conflito ucraniano:
"Tomamos nota da declaração do presidente Trump ontem. A operação militar especial continua. Mantemos nosso compromisso com o processo de paz para resolver o conflito em torno da Ucrânia e garantir nossos interesses neste acordo", declarou Peskov a jornalistas. "Neste momento, prefiro evitar qualquer avaliação", acrescentou.
