Rússia na ONU: "Queremos coexistir com a Ucrânia, e não com a 'anti-Rússia'"

O representante permanente em função da Rússia na ONU, Dmitry Polyansky, sugeriu que os EUA não iriam coexistir com a 'anti-América'.

A Rússia não luta contra o povo ucraniano, mas contra o regime "anti-russo" de Kievafirmou o representante permanente interino da Rússia na ONU, Dmitry Polyansky, nesta quinta-feira (31). 

"Temos afirmado repetidamente que não buscamos destruir a Ucrânia, sua cultura e identidade. Somos a favor da coexistência da cultura ucraniana com a russa neste país, como era há décadas até este momento, sem problemas ou conflitos", declarou Polyansky, alegando que a Rússia não luta contra os ucranianos, que são "um povo irmão", mas sim contra "o regime criminoso de Kiev". 

"Queremos coexistir com a Ucrânia, e não com a 'anti-Rússia', assim como, ouso sugerir, os EUA não iriam coexistir com a 'anti-América'", disse ele. 

O representante russo lembrou que a Rússia nunca negou a possibilidade da diplomacia em relação ao conflito ucraniano.

"Mesmo após o golpe de Estado inconstitucional em Kiev, em fevereiro de 2014, e o desencadeamento de ações militares contra seus próprios cidadãos no leste da Ucrânia pelo regime de Kiev, com o objetivo de erradicar tudo o que fosse russo, a Rússia concordou com o pacote de medidas de Minsk", que buscava restaurar o controle da Ucrânia sobre a parte oriental da fronteira, disse Polyansky. Ele indicou que o processo de Minsk foi visto desde o início pelos "patrocinadores ocidentais de Kiev" apenas como uma fachada para intensificar o fornecimento de armas à Ucrânia. 

"Nossos oponentes não têm pressa em eliminar as principais causas da transição da crise ucraniana para a fase quente, e aqueles que parecem estar facilitando as negociações não dão nenhuma garantia disso. Em outras palavras, eles estão nos pressionando a concordar com uma nova 'Minsk', enquanto eles próprios guardam uma 'pedra no peito' e se preparam para retornar a uma guerra por procuração conosco, com mãos ucranianas, assim que a Ucrânia estiver pronta para isso", destacou Polyansky.