
Presidente da Colômbia defende Alexandre de Moraes e sofre ataques de parlamentares dos EUA

Congressistas dos Estados Unidos atacaram o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, após declarações dele contra a decisão americana de impor sanções ao ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, responsável pela investigação do ex-presidente Jair Bolsonaro no caso da tentativa de golpe.
Em publicação nas redes sociais, Petro afirmou que as sanções violam a Convenção Americana sobre Direitos Humanos e propôs reunir "os melhores juristas da América Latina para redigir o respectivo processo".

Por sua vez, o deputado norte-americano Carlos Giménez respondeu acusando o presidente colombiano de ter perfil autoritário: "Você tem uma alma autoritária [...]. Destrói instituições e depois as usa como armas para perseguir aqueles que se opõem à sua péssima administração", escreveu.
Ele afirmou ainda que a esquerda colombiana será derrotada nas eleições presidenciais de 2026.
Já a deputada republicana María Elvira Salazar acusou Petro de "cumplicidade":
“Petro tem instintos tão autoritários que parece ‘normal’ para ele que Alexandre de Moraes censure as redes, prenda oponentes e atropele as liberdades. O que o indigna não é o abuso de poder, mas o fato de os EUA sancionarem seus aliados. Petro não defende os direitos humanos. Ele é cúmplice daqueles que os violam”, acusou a congressista norte-americana.
