Kremlin minimiza novas ameaças de Trump: 'desenvolvemos uma certa imunidade' às sanções

"Vivemos sob um grande número de sanções há muito tempo'', lembrou o porta-voz de Putin.

Dmitry Peskov, porta-voz da presidência russa, comentou nesta quarta-feira (30) o novo ultimato do presidente dos EUA, Donald Trump, que deu à Rússia um prazo de 10 dias para chegar a um acordo sobre o conflito na Ucrânia.

Questionado se o país estaria preparado para enfrentar novas restrições econômicas, o porta-voz presidencial russo mencionou a "imunidade" do país contra tais medidas:

"Vivemos sob um grande número de sanções há muito tempo, e nossa economia já opera sob um grande número de restrições. Portanto, é claro, já desenvolvemos uma certa imunidade", disse Peskov a repórteres.

"Continuamos monitorando todas as declarações do presidente Trump e de outros representantes internacionais sobre este assunto", acrescentou.

Resiliência russa

Embora países ocidentais tenham imposto inúmeros pacotes de sanções contra a Rússia desde a reunificação da Crimeia, em 2014, e intensificado as medidas com o início da Operação Militar Especial, em 2022, a economia russa continua em expansão.

Ao mesmo tempo, Moscou tem ampliado o uso do rublo em suas transações internacionais, fortalecendo sua autonomia econômica.

A participação da moeda russa nos pagamentos por exportações superou 50% em todas as regiões geográficas do comércio exterior. Em abril, o rublo representou 52% dessas transações; em maio, a fatia subiu para 52,4%.

Os dados indicam a crescente autonomia da Rússia frente ao sistema financeiro controlado pelo Ocidente e mostram a eficácia da estratégia de adaptação do país diante das sanções internacionais.