O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pode levar ao gabinete de segurança um plano para anexar partes da Faixa de Gaza, em linha com exigências do sionismo religioso, segundo reportagem do jornal Haaretz.
A proposta atende à ala de extrema direita que sustenta seu governo, representada pelo ministro das Finanças, Bezalel Smotrich.
De acordo com o jornal, o plano incluiria um prazo de alguns dias para que o grupo Hamas aceitasse um "cessar-fogo". Caso contrário, Israel avançaria com a anexação de áreas do enclave palestino.
A medida seria apresentada após a liberação de ajuda humanitária a Gaza — feita por Netanyahu sob intensa pressão internacional devido à catástrofe humanitária no território palestino —, mas rejeitada pelos aliados de Smotrich, que defendem a ocupação total do território.
Anexação gradual e apoio do governo Trump
A anexação aconteceria de forma gradativa, até que toda a Faixa de Gaza fosse absorvida por Israel. Segundo o Haaretz, Netanyahu teria afirmado a seus ministros que o plano conta com o aval do governo Trump.
Na terça-feira (29), Smotrich defendeu a retomada dos assentamentos israelenses em Gaza, dizendo que aquilo que era considerado "uma ilusão" se tornou "um plano de trabalho realista".
No domingo, Netanyahu voltou a negar as denúncias de fome generalizada no território sitiado, classificando os relatos como "mentira descarada", apesar das inúmeras denúncias de vários países e organizações humanitárias de que Israel usa a fome como arma de guerra.