
Americanos já monitoram Pix há três anos, preocupados com impacto bilionário na Visa e Mastercard

O governo dos EUA monitora o crescimento do Pix desde 2022, e tem manifestado preocupação com o impacto bilionário da plataforma brasileira nas receitas de suas empresas, como Visa, Mastercard e Meta* (detentora do Whatsapp Pay). As informações são da Agência Brasil China, citando um documento do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR).
''E os números ajudam a entender o motivo. O Pix já conta com quase 160 milhões de usuários e movimentou mais de R$ 26 trilhões só em 2024. Para se ter ideia, esse valor é mais de seis vezes maior que o total de todas as transações com cartões no mesmo período'', escreveu o veículo em uma publicação de segunda-feira (28).
De acordo com o jornal, a verdadeira motivação por trás da investigação comercial do governo Trump contra o Brasil, que tem o Pix como um de seus alvos, ''parece estar no fato de que o Pix derrubou receitas bilionárias dessas companhias'' no país latino-americano.

Um levantamento de Alessandra Ribeiro, economista da consultoria Tendências, mostra-se ainda mais revelador: os cartões de crédito, que em 2020 representavam 22% das operações financeiras no país, viram sua participação encolher para 14% no período recente. O recuo foi ainda mais expressivo nos cartões de débito, com uma redução de 25% para 11% no mesmo intervalo.
Esse movimento coincide com a ascensão do Pix, que vem ganhando espaço em todas as frentes - incluindo o comércio virtual, onde já responde por 41% das transações, superando até mesmo os tradicionais meios de pagamento com cartão.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.
