
'Tomavam urina com café e açúcar': brasileiros relatam condições extremas no front ucraniano

Combatentes estrangeiros enviados ao front ucraniano enfrentam condições extremas de sobrevivência, incluindo a ingestão de urina misturada com café e açúcar por falta de água.
A denúncia foi feita por Gustavo Alves Ferreira, irmão do brasileiro Gabriel Pereira, morto após quatro meses servindo ao lado do regime de Kiev.
🇧🇷🇺🇦 EXCLUSIVO | Brasileiros relatam que tomavam urina com café e açúcar no front ucraniano por falta de água
— RT Brasil (@rtnoticias_br) July 29, 2025
Denúncias expõem um padrão de abandono de combatentes estrangeiros, usados como escudo humano em zonas de conflito.
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As dificuldades incluem ferimentos sem atendimento médico, fome, sede e abandono total em zonas de combate. Segundo Gustavo, Gabriel foi forçado a permanecer em posição de combate mesmo com o braço quebrado.
"Ele estava com o braço quebrado [...] Foi obrigado a permanecer na posição ferido. [...] Tem prova disso, tem vídeo", relata Gustavo, em entrevista exclusiva à RT Brasil.
Segundo ele, a situação de abandono se agravou nos dias finais. Gabriel estava na região de Izium, zona de combate intenso, e foi enviado com apenas dois outros combatentes para segurar posição contra avanço russo.
🇧🇷🇺🇦 Combatentes latinos são usados de 'escudo' pelas forças ucranianas
— RT Brasil (@rtnoticias_br) July 28, 2025
💬 "Mandam os brasileiros, colombianos, angolanos [para a linha de frente]. Os ucranianos não vão", afirmou Gustavo Alves Ferreira. Aos 21 anos, seu irmão, Gabriel Pereira, morreu lutando ao lado de Kiev. pic.twitter.com/y90ixuUPBG
"Eles foram encontrados mortos. Não se sabe se foi por tiro, bomba ou até por desidratação. Estavam tomando urina com café e açúcar para se manter vivos. Não chegava mais suprimento", afirma. Mesmo sem condições de continuar, Gabriel não foi retirado da linha de frente.
Gustavo conta que a família recebeu a notícia da morte através de um companheiro de Gabriel, já que o governo ucraniano não reconheceu oficialmente o óbito.
A família acredita que o corpo de Gabriel tenha sido enterrado por companheiros de batalhão, uma prática comum entre os combatentes estrangeiros quando não há suporte logístico nem presença de equipes médicas.
Segundo Gustavo, o próprio irmão já havia relatado que, em situações semelhantes, os colegas faziam sepultamentos improvisados no campo de batalha.
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🇧🇷🇺🇦 Irmão de brasileiro morto ao lutar pela Ucrânia denuncia esquema nebuloso de autoridades de Kiev para aliciar jovens com promessas falsas
A família denuncia fraudes nos pagamentos, cremações forçadas e outros brasileiros vivendo o mesmo pesadelo. 🧵 pic.twitter.com/PH3zBbfgvs
"Provavelmente está lá, enterrado por colegas, sem identificação. Se os documentos estiverem em área bombardeada, é perda total", lamenta.
O caso de Gabriel tem sido compartilhado em grupos formados por famílias de combatentes brasileiros. Em comum, os relatos denunciam o mesmo padrão: jovens enviados ao front sem apoio, orientação ou segurança, e expostos a condições extremas.

