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ONU confirma que Brasil deixou novamente o Mapa da Fome

Wellington Dias, ministro do governo Lula, culpou Bolsonaro e seu ''desmonte de programas sociais'' pelo retorno do Brasil ao indicador.
ONU confirma que Brasil deixou novamente o Mapa da FomeGettyimages.ru / FG Trade

Um relatório divulgado nesta segunda-feira (28) pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO/ONU) confirma que o Brasil deixou o Mapa da Fome. O país atingiu um patamar inferior a 2,5% da população em situação de subnutrição ou insegurança alimentar – limite que define a saída da lista.

"Sair do Mapa da Fome era o objetivo primeiro do presidente Lula ao iniciar o seu mandato em janeiro de 2023. A meta era fazer isso até o fim de 2026'', afirmou Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, que representa o Brasil na 2ª Cúpula da ONU sobre Sistemas Alimentares (UNFSS+4), em Adis Abeba, capital da Etiópia.

O ministro exaltou o papel do Plano Brasil Sem Fome, que abrange iniciativas como o apoio à agricultura familiar, o fortalecimento de restaurantes populares e novos investimentos em armazenamento e distribuição de alimentos.

Graças ao plano, "foi possível alcançar esse objetivo em apenas dois anos. Não há soberania sem justiça alimentar. E não há justiça social sem democracia", acrescentou.

Em nota, a Pasta atribuiu ao governo Bolsonaro a responsabilidade pelo retorno do Brasil ao Mapa da Fome – situação da qual o país havia saído em 2014, durante o governo Dilma: ''a partir de 2018, o desmonte de programas sociais fez o Brasil retroceder e retornar ao Mapa da Fome no triênio 2018/2019/2020''.

Por meio de suas redes sociais, Lula celebrou o marco histórico, e pontuou: ''com políticas públicas sérias e compromisso com o povo, é possível combater a fome e construir um país mais justo e solidário''.

  • Em 2024, no contexto da presidência temporária do G20, o Brasil lançou a Aliança Global Contra a Fome e a Pobreza, combinando esforços de países, organizações internacionais e instituições financeiras para erradicar essas mazelas até 2030. 
  • A aliança é apoiada por mais de 100 países, incluindo a Rússia, cuja chancelaria exaltou publicamente a ''iniciativa emblemática''.