Segundo informações do site oficial do MST, na manhã desta quarta-feira (23), cerca de 300 militantes do Movimento ocuparam a sede da Superintendência Regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), em São Paulo. A ação faz parte da Semana Camponesa, uma mobilização nacional que busca pressionar o governo federal e os estados a desenvolverem de forma melhor planejada a Reforma Agrária no país.
O estado de São Paulo conta hoje com aproximadamente 300 assentamentos, beneficiando cerca de 20 mil famílias, além de outras 5 mil famílias acampadas ainda aguardando acesso à terra. Muitos desses acampamentos existem há mais de 15 anos.
O movimento também denuncia a situação de dois assentamentos com risco de despejo: o Luiz Beltrame de Castro, no município de Gália, e o Milton Santos, em Americana. Nessas áreas, o MST cobra uma ação imediata do governo para garantir a permanência das famílias e evitar a reintegração de posse. A ocupação do Incra tem como objetivo chamar atenção para essas e outras demandas urgentes da luta pela terra.
Segundo o MST, o estado de São Paulo, sob a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), é marcado por uma política agrária reacionária, baseada na monocultura e na industrialização do campo, que privilegia grandes fazendeiros em detrimento da agricultura familiar. O movimento defende que somente a produção camponesa é capaz de garantir soberania alimentar e abastecimento real à população.