A equipe do presidente dos EUA, Donald Trump, está preocupada com as recentes ações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após ele ter atacado a Síria e bombardeado uma igreja católica na Faixa de Gaza, informou a agência Axios neste domingo (20), citando várias fontes familiarizadas com o assunto.
"Bibi [apelido do premiê israelense] agiu como um louco. Ele bombardeia tudo o tempo todo. Isso pode prejudicar o que Trump está tentando fazer", declarou um funcionário da Casa Branca, ao comentar os esforços em curso para estabelecer a paz no enclave palestino.
Outra fonte observou que há uma percepção de novidades e crises a cada dia, enquanto um terceiro destacou um crescente ceticismo dentro do governo Trump em relação a Netanyahu — a impressão de que ele é impulsivo e excessivamente agressivo. "Netanyahu às vezes se comporta como uma criança malcriada", comentou.
Seis autoridades americanas disseram ao veículo que, apesar do cessar-fogo negociando pelos EUA interrompendo a recente escalada na Síria na sexta-feira, a semana terminou com a Casa Branca muito mais preocupada com Netanyahu e suas políticas regionais.
"O bombardeio na Síria pegou o presidente e a Casa Branca de surpresa. O presidente não gosta de ligar a televisão e ver bombas sendo lançadas em um país onde ele busca a paz e onde ele fez um anúncio monumental para ajudar na reconstrução", disse outra autoridade norte-americana.
Segundo outra fonte, diversas autoridades seniores dos EUA expressaram diretamente suas reclamações ao presidente sobre as ações de Netanyahu, incluindo os enviados Tom Barrack e Steve Witkoff.
"Autoridades americanas que falaram com a Axios alertaram que a sorte de Netanyahu e a boa vontade de Trump podem se esgotar", concluiu o artigo.