
Trump volta a criticar o BRICS

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer duras críticas ao BRICS nesta sexta-feira (18) durante cerimônia de assinatura da Lei de Criptomoedas, na Casa Branca. Ele acusou o grupo de tentar enfraquecer a dominância global do dólar e prometeu retaliar economicamente seus membros.
Nesse sentido, lembrou de seu anúncio feito durante a cúpula do BRICS, no Rio de Janeiro, em que ameaçou aplicar uma tarifa de 10% aos países alinhados a políticas do grupo.

Segundo Trump, a proposta do grupo de buscar alternativas ao dólar como referência comercial representa uma ameaça direta aos interesses dos EUA. Ele reiterou que a medida será aplicada caso o bloco "avance em seus planos".
"Existe esse grupinho chamado BRICS. Está desaparecendo rapidamente. Mas os BRICS queriam tentar tomar o lugar do dólar, a dominância do dólar e o padrão do dólar", alegou.
Para o presidente, manter o dólar como moeda de reserva mundial é uma questão estratégica para os Estados Unidos. "Se a perdêssemos, seria como perder uma guerra mundial. Nunca podemos deixar que alguém brinque conosco", afirmou.
Segundo ele, as ações contra o BRICS visam fortalecer a demanda por títulos do Tesouro americano e preservar o papel central da moeda dos EUA.
O presidente americano ainda ironizou a recente cúpula realizada no Rio de Janeiro, sugerindo que "ninguém apareceu" na reunião do BRICS um dia após ele ameaçar impor tarifas de 10%.
BRICS
Anteriormente, representantes dos países-membros do BRICS reagiram às recentes declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já havia ameaçado impor tarifas de 10% a países alinhados ao bloco.
Durante a cúpula no Rio de Janeiro, autoridades dos países-membros repudiaram a retórica e defenderam o fortalecimento da cooperação entre economias em desenvolvimento.
Lula chamou as ameaças de "muito equivocadas e muito irresponsáveis" e afirmou que o mundo já não aceita a figura de um imperador. "Somos países soberanos", complementou.
Enquanto isso, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, destacou que o BRICS nunca teve como objetivo confrontar outras nações. "Vimos tais declarações, mas o mais importante aqui é que a singularidade do BRICS consiste em países que compartilham abordagens e visões de mundo comuns. [...] A cooperação do BRICS nunca foi e nunca será dirigida contra países terceiros".
O BRICS responde por cerca de 40% da economia mundial, medido pelo poder de paridade de compra (PPC).
Em 2024, o bloco registrou crescimento de 4% do PIB, acima da média global de 3,3%, e projeta ampliar sua participação para 41% em 2025, consolidando-se como um dos principais polos econômicos do mundo.

