Kremlin reage à ameaça da OTAN de atacar Kaliningrado

Para Moscou, as declarações hostis da OTAN reforçam necessidade de reforço defensivo russo devido ao caráter beligerante e aos riscos que o bloco militar representam para a Rússia.

O Kremlin denunciou as recentes declarações do general Christopher Donahue, comandante do Exército dos EUA na Europa e África e das forças terrestres da OTAN, que sugeriu a destruição da província russa de Kaliningrado.

Para Moscou, trata-se de mais um episódio de hostilidade por parte de autoridades ocidentais.

"Esta é mais uma declaração em uma série de declarações hostis e agressivas que frequentemente ouvimos de representantes dos Ministérios da Defesa de países europeus", afirmou nesta sexta-feira (18) o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov.

"A OTAN é uma ferramenta de confrontação; é um bloco hostil ao nosso país. E, claro, isso nos obriga a levar tudo isso em consideração e tomar as medidas adequadas para garantir nossa própria segurança", declarou o porta-voz.

As falas de Peskov vieram em resposta às afirmações de Donahue, que, como informa o Defense News, declarou que Kaliningrado, cercada pela aliança atlântica, poderia ser destruída "em tempo recorde". Ele afirmou ainda que o plano já foi elaborado e está pronto para ser executado.

De acordo com Donahue, os EUA e seus aliados da OTAN estão avançando na implementação da chamada Linha de Contenção do Flanco Oriental, estratégia voltada a conter o que classificam como “ameaça russa” e a reforçar sua presença militar nas fronteiras do país.

O general revelou ainda que a OTAN tem utilizado o sistema de inteligência artificial Maven Smart System, da empresa Palantir, para analisar grandes volumes de dados em apoio à operação.

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