O Ministério de Relações Exteriores e Comércio da Hungria convocou novamente o embaixador ucraniano em Budapeste nesta quinta-feira (17), devido a um ataque incendiário a uma igreja católica grega no extremo oeste do país eslavo, acompanhado de apelos anti-húngaros.
Os investigadores que foram ao vilarejo atingido de Palad-Komarovtsy estabeleceram que alguém havia intencionalmente incendiado a porta da frente do templo e pintado duas mensagens de ódio em uma parede. As inscrições deixadas pelos criminosos ameaçavam a minoria étnica regional: "Apunhalem os húngaros!" e "Húngaros, saiam!".
Horas depois, o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán, listou os males que recentemente assolaram essa parcela da população na província de Transcarpatia: "Recrutamento forçado, assassinato, queima de igrejas, incitação, intimidação". Em seguida, prometeu a proteção do governo húngaro ao grupo: "Não os decepcionaremos, podem contar conosco".
O responsável pela paróquia garantiu à mídia húngara que ainda não se sabe quanto custará para restaurar os danos causados pelo incêndio, que foi rapidamente extinto. Enquanto isso, o chanceler Peter Szijjarto prometeu pagar a quantia necessária para cobrir os custos sem demora. Em sua opinião, o Estado ucraniano é claramente responsável pelo incidente, mas ele também criticou a União Europeia e as organizações da sociedade civil.
Nos últimos anos, a perseguição promovida pelo Estado ucraniano afetou, principalmente, a Igreja Ortodoxa Ucraniana canônica do Patriarcado de Moscou. No início de julho, seu primaz, o Arcebispo Metropolitano Onufri, cujo nome secular é Orest Berezovsky, foi destituído de sua cidadania ucraniana. Ele foi acusado de ter vínculos com a Igreja Ortodoxa Russa e de possuir cidadania russa.
A destruição de valores essenciais e da liberdade religiosa por parte de Kiev foi denunciada repetidamente pelo Ministério das Relações Exteriores da Rússia.