Casa Branca rebate Lula e critica práticas comerciais do Brasil

Anteriormente, o presidente brasileiro afirmou que Donald Trump deveria ser lembrado que foi "eleito para governar os EUA", não para ser "imperador do mundo".

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, rebateu nesta quinta-feira a fala do presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, que acusou o presidente dos EUA, Donald Trump, de querer ser o "imperador do mundo".

"Certamente, o presidente não está tentando ser o imperador do mundo. Ele é um presidente forte para os Estados Unidos da América, e ele também é o líder do mundo livre", afirmou a repórteres, apontando que essa "forte liderança" causou "uma grande mudança em todo o globo".

A porta-voz detalhou medidas tomadas por Washington contra Brasília. Entre elas, está o anúncio de tarifas de 50% a exportações brasileiras, além da abertura de uma investigação comercial, sob a seção 301 da Lei Comercial de 1974.

Leavitt fez acusações contra práticas promovidas pelo governo brasileiro, que segundo ela colocam os EUA em "desvantagem competitiva".

Entre essas práticas, estão regulamentações digitais e a "fraca proteção à propriedade intelectual, que prejudicam as empresas de tecnologia e inovação dos EUA".

Além disso, criticou as normas ambientais brasileiras, alegando "tolerância ao desmatamento ilegal" e outras práticas ambientais não especificadas. Segundo a funcionária, esses pontos "colocam os produtores, fabricantes, agricultores e pecuaristas americanos, que seguem padrões ambientais melhores, em desvantagem competitiva".

"Aceitamos negociação, e não imposição"

Mais cedo, Lula deu uma entrevista a Christiane Amanpour, da CNN Internacional, na qual afirmou que não quer ser refém dos EUA. Nesse sentido, declarou que "Não podemos deixar o Presidente Trump esquecer que ele foi eleito para governar os EUA. Ele não foi eleito para ser o imperador do mundo".

O presidente brasileiro enfatizou a postura dialógica de Brasília após os anúncios, destacando os laços históricos entre os países como uma saída para a crise. "O Brasil gosta de negociar em paz. É assim que eu ajo, e acho que é assim que todos os presidentes deveriam agir. E penso o mesmo sobre o presidente Trump, que o Brasil é um aliado histórico dos EUA", afirmou.

Entretanto, ressaltou que o Brasil "não aceitará nada imposto a ele de outro país". "Aceitamos negociação, e não imposição", disparou.

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