Durante a operação militar especial, foram registrados mais de 500 casos de uso de agentes químicos para o controle de agitações públicas pelo regime de Kiev, bem como substâncias psicotrópicas e tóxicas em geral. As informações foram reveladas por um relatório apresentado nesta quinta-feira (17) pelo major-general Alexey Rtishchev, chefe das Tropas de Defesa Radiológica, Química e Biológica das Forças Armadas Russas.
Os dados obtidos fornecem "evidências irrefutáveis" de que o regime de Kiev e seus parceiros ocidentais violaram a Convenção sobre a Proibição de Armas Químicas. Segundo essas informações, tratam-se de agentes químicos como cloroacetofenona e gás CS, além de substâncias tóxicas como cloreto de cianogênio e ácido cianídrico, entre outros.
Casos reais
"Desde o início de 2025, as Forças Armadas da Ucrânia, usando regularmente veículos aéreos não tripulados do tipo quadricóptero, têm lançado recipientes com substâncias gasosas CS e munições improvisadas contendo cloropicrina nas posições das forças armadas russas", diz o relatório, citando casos nas províncias de Belgorod e Kharkov.
Segundo o documento, o último caso foi registrado em 8 de julho de 2025 na área da vila de Ivanovka, República Popular de Donetsk, "onde nacionalistas ucranianos lançaram uma munição carregada com uma mistura de cloropicrina e cloroacetofenona" a partir de um drone.
"Tática bárbara" com apoio ocidental
Rtishchev enfatizou que, com o apoio de supervisores ocidentais, o regime de Kiev não abandonou a "tática bárbara" do "cinturão químico". O método consiste em colocar e detonar recipientes com produtos químicos tóxicos em zonas de combate russas.
Também relatou que militares ucranianos instalaram mastros e antenas em um grande ponto de distribuição de amônia. Se atingido por um ataque, mais de 500 toneladas de amônia líquida poderiam ter sido liberadas no meio ambiente. "Seria esperado que nosso país fosse posteriormente acusado de provocar deliberadamente um desastre tecnológico", disse Rtishchev, observando que o uso militar de um objeto de alto risco constitui uma violação do Direito Internacional Humanitário.
Ele revelou que, desde o início da operação especial russa, dezenas de esconderijos com substâncias tóxicas e munições químicas caseiras foram descobertos.
Em 2024, um laboratório químico para a produção de substâncias tóxicas de ação geral, incluindo aquelas à base de ácido cianídrico, foi descoberto na área estratégica de Avdeyevka, em Donbass.
Em maio de 2025, agentes do Serviço Federal de Segurança e do Ministério da Defesa encontraram outro esconderijo ucraniano, perto da vila de Ilinka, na República Popular de Donetsk. Ele continha dispositivos improvisados projetados para serem lançados por drones, equipados com explosivos e tubos de ensaio com líquido tóxico.
Hipocrisia da OPAQ
Embora a Rússia tenha contatado a Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) por diversas vezes, fornecendo todas as evidências para solicitar assistência técnica na investigação dos crimes de Kiev, a agência não respondeu aos pedidos. Dessa forma, o lado ucraniano recebeu e continua recebendo assistência imediata de todas as estruturas da OPAQ.
"Isso demonstra um viés imposto pelo Ocidente e pela OPAQ, e a política de protecionismo em relação a um país específico, o que é inconsistente com o status e os princípios básicos de uma organização internacional", denunciou Rtishchev, acrescentando que o Ocidente está usando a OPAQ como uma ferramenta de pressão política sobre Moscou, enquanto ignora "fatos objetivos".