O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, afirmou nesta quarta-feira (16) que a pressão por maiores gastos militares pode agravar os conflitos e causar escassez de recursos para a população civil dos países da OTAN.
As declarações do porta-voz ocorrem dias depois de Trump ter apresentado, ao lado do secretário-geral da OTAN, seu mais novo plano para a aliança militar. Sua iniciativa prevê que os países aliados adquiram armamentos produzidos pela indústria de defesa norte-americana, enquanto Washington atuaria como fornecedor, mas não como financiador.
"Isto é um negócio. Antes também haviam entregas. Ninguém as impedia, era só uma questão de quem pagava", declarou Peskov a jornalistas russos.
O representante lembrou que os países em questão têm adotado posturas divergentes quanto ao financiamento das ações, revelando tensões internas:
"Agora, alguns europeus pagaram. A Agência Nacional ficou insatisfeita porque alguns, como os tchecos, não pagaram", pontuou.
Em tom crítico, o Peskov alertou para os efeitos desse direcionamento de verbas públicas, que poderiam ser destinados para áreas como saúde e segurança pública: "Não restará nada para os cidadãos".