Notícias

Zelensky se mostra nostálgico da 'era Biden' e critica falta de apoio por Trump

"Tínhamos um poderoso pacote de dissuasão antes de o presidente Trump assumir a presidência", lamentou o chefe do regime de Kiev.
Zelensky se mostra nostálgico da 'era Biden' e critica falta de apoio por TrumpLegion-media.ru / Josh Morgan / USA TODAY NETWORK via Imagn Images/Sipa USA

Em entrevista ao canal Newsmax na terça-feira (15), o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, criticou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pelo apoio considerado insuficiente à Ucrânia.

Ele comparou a atual gestão à do ex-presidente Joe Biden, dizendo que, antes da posse de Trump, havia um grande pacote de ajuda militar que gostaria de ter adquirido:

"Lembro-me de que tínhamos um poderoso pacote de dissuasão antes de o presidente Trump assumir a presidência. Eu queria que os EUA nos vendessem esse pacote. Mas isso não foi feito. Conversamos com o presidente Trump sobre essas coisas", afirmou Zelensky.

Novo acordo com a OTAN

Na segunda-feira (14), Trump anunciou um novo acordo entre os Estados Unidos e a OTAN, voltado ao envio de armas ao regime de Kiev.

"Resumindo: vamos fabricar armas de ponta. E elas serão enviadas para a OTAN. A OTAN pode escolher enviar algumas delas para outros países com um pouco mais de agilidade, com o país liberando algo em troca", declarou o presidente norte-americano.

Rejeição europeia

governo francês não apoiou a proposta. Segundo o site Politico, o presidente Emmanuel Macron defendeu o fortalecimento da indústria de defesa europeia, com foco na produção local.

Itália também recusou a participação, alegando restrições orçamentárias. De acordo com o jornal La Stampa, Roma não seguirá o exemplo da Alemanha, que anunciou a compra de sistemas Patriot dos EUA para envio à Ucrânia.

República Tcheca foi outro país a rejeitar o plano. O premiê Petr Fiala disse que Praga dará prioridade a outras formas de apoio, como o envio direto de munição.

Outro país que se manifestou contra isso foi a Hungria. Como observou o ministro das Relações Exteriores, Peter Szijjarto, Budapeste não financiará tais suprimentos.