O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, saudou a reunião de emergência convocada pelos governos da Colômbia e da África do Sul na terça-feira (15) para "abordar de forma coordenada e urgente as atrocidades que continuam sendo cometidas contra o povo palestino", segundo a carta assinada pelo presidente caribenho e publicada pelo ministro das Relações Exteriores, Yván Gil, em seu canal do Telegram nesta quarta-feira (16).
Maduro também reiterou seu apelo por uma "grande cúpula mundial pela paz", dada a ineficácia das instituições do sistema de justiça internacional em "fazer cumprir o direito internacional e proteger os povos atacados".
"Propus convocar uma grande cúpula global pela paz e contra a guerra com o objetivo de construir uma solução coletiva e firme que interrompa o massacre, desarme nuclearmente o regime israelense e o force a se submeter ao sistema jurídico internacional", escreveu o presidente venezuelano na declaração.
De acordo com Maduro, "essa cúpula deve estruturar uma proposta para uma paz justa, efetiva e duradoura, nascida do povo e não das elites que lucram com a guerra".
"Batalha moral de nosso tempo"
Entre outras condições necessárias para atingir esse objetivo, o presidente nomeou o direito da Palestina "de existir, de resistir, de viver em liberdade como um Estado totalmente soberano e com Jerusalém Oriental como sua capital", conforme consagrado em várias resoluções aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.
"Não há solução justa sem o fim imediato da ocupação, sem a anulação do regime de apartheid, sem a reparação total dos danos infligidos durante décadas", enfatizou.
Para Maduro, "a causa palestina não é uma questão regional ou religiosa. [...] É a linha que separa a justiça da barbárie. É a batalha moral de nosso tempo. Defender a Palestina é defender a própria humanidade. Permanecer em silêncio sobre a Palestina é trair o espírito de todos os povos que lutaram por sua independência e dignidade", conclui o presidente venezuelano no documento.
- Mais cedo, Maduro tinha insistido na necessidade de uma cúpula global contra a guerra, da qual possam surgir soluções duradouras para os conflitos que assolam a humanidade e evitar a extensão da "Terceira Guerra Mundial", que, na opinião do líder caribenho, já está em andamento na Ucrânia e no Oriente Médio.