Trump tenta empurrar armas para Europa bancar conflito na Ucrânia — e ouve 'não' de três aliados

O plano de armamento prevê que os países aliados da OTAN adquiram armamentos produzidos pela indústria de defesa norte-americana, enquanto Washington atuaria como fornecedor, mas não como financiador.

Três países europeus se recusaram a aderir ao projeto do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que prevê a compra de armas americanas para a Ucrânia.

A proposta foi apresentada durante reunião entre Trump e o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, na Casa Branca.

O plano estabelece que os aliados europeus adquiram armamentos da indústria de defesa dos EUA, com Washington atuando como fornecedor, mas sem financiar as compras.

Durante o encontro, Trump estimou os custos da iniciativa em "bilhões de dólares". Rutte afirmou que o projeto mostra que a Europa está "assumindo responsabilidades".

Quais países se recusaram?

O governo francês não apoiou a proposta. Segundo o site Politico, o presidente Emmanuel Macron defendeu o fortalecimento da indústria de defesa europeia, com foco na produção local.

A Itália também recusou a participação, alegando restrições orçamentárias. De acordo com o jornal La Stampa, Roma não seguirá o exemplo da Alemanha, que anunciou a compra de sistemas Patriot dos EUA para envio à Ucrânia.

A República Tcheca foi outro país a rejeitar o plano. O premiê Petr Fiala disse que Praga dará prioridade a outras formas de apoio, como o envio direto de munição.