A venda de armas americanas para reforçar as tropas ucranianas "é um negócio" que já existia antes, e agora a única questão relevante é "quem paga" por elas, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, nesta quarta-feira (16).
"Havia entregas antes. Ninguém as impediu. A questão é apenas quem paga por elas. Agora, são alguns europeus que vão pagar", comentou.
Peskov observou que os franceses se recusaram a pagar por esses suprimentos e que os tchecos também não estão dispostos a pagar. "Portanto, agora também haverá divergências. 'Quanto devemos pagar?' 'Quanto dinheiro?'", indagou.
Se, em meio ao "impulso militarista absolutamente insano" que prevalece na Europa, esses países destinarem seus orçamentos para armar Kiev, "não sobrará nada para os cidadãos", disse o porta-voz da presidência russa.
"Por enquanto, vemos que os europeus estão demonstrando um impulso militarista absolutamente insano e proclamando sua intenção de gastar somas incalculáveis na compra de armas para prolongar ainda mais a guerra", afirmou Peskov. "É claro que, diante de um estado emocional tão intenso, beirando a inépcia, no continente europeu, é muito difícil entender qualquer coisa", declarou o porta-voz.