A seleção infantil de softball feminino de Cuba foi impedida de competir no torneio classificatório da Little League Softball World Series, que acontece em Porto Rico entre os dias 14 e 18 de julho.
A delegação, composta por meninas de 9 e 10 anos da província de Pinar del Río, teve sua participação inviabilizada após o governo dos Estados Unidos negar a autorização de viagem para os sete membros da comissão técnica, apesar de os vistos das atletas terem sido aprovados.
Segundo a Federação Cubana de Beisebol e Softbol (FCBS), a equipe aguardou até o último momento uma autorização das autoridades americanas, mas teve de abandonar o voo programado para o domingo, 13 de julho, às 8h20.
"Adultos encarregados de conduzir o processo competitivo e zelar pela integridade das meninas" não receberam permissão de entrada, informou a FCBS.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel criticou a decisão em publicação na rede social X: "Como explicar a meninas de 9 e 10 anos de La Palma, Pinar del Río, que, depois de tanto esforço, a política mesquinha dos EUA roubou delas o sonho de jogar na Little League World Series em Porto Rico? Não é apenas um golpe para o esporte, está roubando delas seus sonhos".
A federação informou que todo o processo de visto foi cumprido dentro do prazo, com comparecimento a uma reunião na Embaixada dos EUA em 23 de junho, na qual todos os membros da delegação passaram por entrevista obrigatória.
No comunicado oficial, a FCBS afirmou que os EUA descumprem compromissos inerentes à responsabilidade de sediar eventos esportivos internacionais. A entidade também expressou preocupação com a possibilidade de novas restrições a atletas cubanos nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 2028.
"Mais uma vez, os EUA estão violando os preceitos do esporte e adotando uma postura injusta e discriminatória", observou a federação, relembrando que este não é um caso isolado, mas parte de uma série de entraves enfrentados por delegações cubanas ao longo do ano.