General francês diz que Rússia resiste ao inimaginável e elogia forças armadas do país

Burkhard afirmou que o exército russo é completo e destacou a capacidade do povo de enfrentar desafios.

Thierry Burkhard, chefe do Estado-Maior das forças armadas francesas, reconheceu na última sexta-feira (11) que o exército russo não tem deficiências.

"A Rússia representa um modelo de exército que é completo em sua essência: no exército russo de hoje, não vejo nenhuma capacidade faltando, desde as capacidades de interceptação, guerra eletrônica, sistema de defesa terra-ar, sistema de artilharia, fogo em profundidade com escalão, até o sistema de força convencional, altamente interligado com a guerra de informação", disse Burkhard em uma coletiva de imprensa.

O general também afirmou que a Rússia tem uma "profundidade estratégica", determinada pela geografia do país e pela capacidade de seu povo de enfrentar desafios.

"Mais uma vez, histórica e culturalmente, este é um povo capaz de resistir a coisas que parecem completamente inimagináveis para nós. Esse é um aspecto importante da resiliência e da capacidade de sustentar o Estado", disse ele.

Ao mesmo tempo, Burkhard descreveu Moscou como "uma ameaça constante" e disse que a Rússia fez da França um dos alvos prioritários de suas atividades. 

"A ameaça russa é um completo absurdo"

Apesar das afirmações de Burkhard, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, disse anteriormente que as declarações dos políticos europeus sobre a ameaça russa são "um completo absurdo", algo que "qualquer político sensato entende".

O presidente russo, Vladimir Putin, fez afirmação semelhante em junho, observando que tais declarações têm como objetivo justificar o aumento dos orçamentos militares.

"E nós vamos atacar a OTAN? Que tipo de bobagem é essa? Todo mundo entende que isso é um absurdo e eles mentem para a própria população para garantir que vão tirar dinheiro do orçamento", disse o presidente. 

Putin também destacou que os gastos militares da Rússia não se comparam aos gastos com defesa da Aliança Atlântica e lembrou que a população da Europa é quase duas vezes maior que a da Rússia.