A Assembleia Nacional da Venezuela aprovou na última quinta-feira (10) uma resolução solicitando ao Executivo que declare personas non gratas os líderes do Parlamento da União Europeia, bem como os parlamentares que votaram a favor da inclusão do país na lista de "alto risco" para lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo.
"Que toda a liderança desse Parlamento Europeu e todos os parlamentares europeus que votaram a favor dessa estupidez sejam declarados persona non grata", propôs o presidente da Assembleia Legislativa, Jorge Rodríguez, pouco antes da votação.
O parlamentar também acusou os legisladores europeus de serem "promotores do genocídio em Gaza", bem como "traficantes de armas, narcotraficantes, traficantes de pessoas", "indignos" e imorais.
Lavagem de dinheiro
Rodríguez denunciou, ainda, a UE de praticar o tipo de comportamento que caracteriza a lavagem de dinheiro.
"Eles tiram dinheiro do tráfico de drogas, do tráfico de armas e do tráfico de pessoas e tentam colocá-lo no chamado sistema financeiro 'tradicional', que é o maior sistema de lavagem de dinheiro da história da humanidade", argumentou, enfatizando que "a Venezuela não pode lavar dinheiro" e nem quer.
Rodríguez afirmo que em 2023 um total de 750,2 bilhões de dólares (aproximadamente R$ 4,13 trilhões) foram investidos "em lavagem de dinheiro e fundos ilícitos por meio do sistema financeiro europeu".
Em junho passado, a UE adicionou Venezuela, Argélia, Angola, Costa do Marfim, Quênia, Laos, Líbano, Mônaco, Namíbia e Nepal a uma lista negra de "jurisdições de alto risco". Segundo Bruxelas, estes países "apresentam deficiências estratégicas em seus regimes nacionais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo".