Kremlin: mobilização de contingentes militares estrangeiros na Ucrânia é inaceitável para Moscou

Anteriormente, o líder francês declarou que a França e a Grã-Bretanha começariam a formar uma divisão que poderia ser mobilizada próximo à fronteira com a Rússia.

O envio de contingentes militares estrangeiros para a Ucrânia é "inaceitável" para a Rússia, afirmou o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, na sexta-feira (11) referindo-se às declarações anteriores do presidente francês, Emmanuel Macron, sobre o possível envio de tropas.

Em coletiva de imprensa, o porta-voz afirmou que o Kremlin está "muito desapontado com o fato de que os sinais claros e consistentes de Moscou sobre essa questão não estão sendo ouvidos ou compreendidos".

Peskov explicou que essa insistência em estacionar forças militares perto da fronteira russa faz parte do atual sentimento "militarista, belicista e antirrusso" na Europa.

Possível posicionamento próximo à fronteira com a Rússia

Mais cedo, o líder francês afirmou que a França e a Grã-Bretanha começariam a aumentar o contingente militar que poderia ser mobilizado na Ucrânia.

"Estamos aumentando o tamanho dessa força conjunta do nível de brigada para o nível de divisão, o que significa que eles poderão contar com 50 mil soldados capazes de participar de um grande confronto", declarou Macron em visita oficial ao Reino Unido ao lado do premier britânico Keir Starmer, conforme citado pelo Le Monde.

O secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, confirmou a disposição de enviar soldados britânicos:

"O primeiro-ministro sempre deixou claro que está preparado para enviar tropas à Ucrânia para ajudar a consolidar o cessar-fogo caso ele seja alcançado, e para tentar fortalecer a capacidade dos ucranianos de, no futuro, dissuadir e defender seu próprio país, que é, em última análise, a melhor e última garantia contra qualquer futura agressão russa", disse Healey.

No entanto, a chamada "coligação dos dispostos" enfrenta dificuldades em coordenar seus esforços e firmar acordos para resolver o conflito ucraniano, informou o Politico, citando fontes não identificadas.