ONU demonstra 'apoio quase incondicional ao regime criminoso de Kiev', diz Rússia

Chancelaria russa acusa António Guterres de endossar versões distorcidas divulgadas por países ocidentais sobre ataques em Zaporozhie.

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, reagiu nesta quinta-feira (10) às declarações do secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre as recentes operações militares russas na zona de conflito com a Ucrânia.

Para Moscou, o posicionamento do chefe das Nações Unidas indica alinhamento político ao regime de Kiev e aos países da OTAN.

Guterres havia classificado as ações russas como "a maior série de ataques nos últimos três anos pela Federação Russa usando veículos aéreos não tripulados e mísseis" e manifestado preocupação com "a perigosa escalada e o crescente número de vítimas civis", além de mencionar riscos à segurança da usina nuclear de Zaporozhie, segundo o ministério russo.

Em resposta, o governo russo afirmou que "é absurdo supor que a Rússia possa ter qualquer motivo para criar dificuldades para a operação segura da usina nuclear", e declarou que Moscou atua para garantir a proteção do local.

O ministério também acusou o secretário-geral de agir com "preconceito político e miopia", e responsabilizou "as ações dos militantes do regime de Kiev" pela queda de energia na usina, dizendo que elas devem ser "firmemente condenadas".

Ainda em nota, a diplomacia russa declarou que Guterres e seus subordinados "coletam e replicam mentiras fabricadas pelo regime de Kiev e capitais ocidentais" com o objetivo de prejudicar a imagem da Rússia.

Moscou defendeu que a ONU "adote uma postura neutra e responsável, compatível com seu status, e trabalhassem apenas com fontes verificadas de informação".