
Rússia ativa estação do Glonass na Venezuela e expande alcance global do sistema de satélites

A primeira estação terrestre destinada à medição do GLONASS, sistema de navegação por satélite desenvolvido pela Rússia, entrou em operação na Venezuela, segundo anúncio feito pela agência espacial russa Roscosmos nesta quarta-feira (10).
"A estação GLONASS representa um passo importante no fortalecimento do desenvolvimento tecnológico da Venezuela. É uma alternativa confiável e aprovada”, disse o chefe da corporação estatal russa, Dmitry Bakanov.
A instalação, localizada na base aérea da Agência Bolivariana de Atividades Espaciais, monitorará os satélites do sistema russo na zona equatorial do hemisfério ocidental, o que deve melhorar a precisão dos dados de localização dos usuários e ampliar em mais de 3% a área de cobertura.

Benefícios para Venezuela
A nova estação deve facilitar a navegação terrestre, marítima e aérea no país, além de contribuir para a localização de veículos em situações de emergência. Segundo Bakanov, o sistema também aumentará a segurança de voos no aeroporto internacional de Caracas e em terminais aéreos situados em áreas montanhosas e remotas.
O GLONASS foi projetado para dar suporte a levantamentos geodésicos e topográficos de alta precisão, facilitar o trabalho de campo e de colheitas e monitorar as condições de instalações industriais e da infraestrutura petrolífera.
A estação venezuelana também abre possibilidades para ações de prevenção e monitoramento de riscos climáticos, estudos de recursos naturais e pesquisas no espaço próximo e profundo.
A Rússia mantém atualmente 13 estações do tipo fora de seu território e pretende expandir essa rede para 30 unidades em 16 países e na Antártica.
