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Trump revela as novas 'vítimas' de sua guerra comercial

O presidente dos EUA prometeu punir mais países com tarifas: "hoje, amanhã e no curto prazo".
Trump revela as novas 'vítimas' de sua guerra comercialGettyimages.ru / Patrick van Katwijk

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (09), a ampliação de sua política de tarifas comerciais, incluindo novos países na lista de nações que enfrentarão sobretaxas para exportar ao mercado norte-americano.

De acordo com comunicados oficiais enviados aos líderes estrangeiros e divulgados nas redes sociais da Casa Branca, Argélia, Iraque, Líbia e Sri Lanka serão alvo de tarifas de 30%, enquanto Filipinas receberá tarifa de 20%. Já Moldávia e Brunei enfrentarão uma taxa de 25%. As cartas, com teor semelhante, afirmam: "Infelizmente, nosso relacionamento está longe de ser recíproco".

A medida amplia a ofensiva tarifária de Trump, que, dois dias antes, já havia anunciado tarifas adicionais sobre produtos de outros países. As mercadorias oriundas do Japão e da Coreia do Sul passarão a ser taxadas em 25%. Para Mianmar e Laos, a tarifa será ainda mais alta, chegando a 40%. As exportações da África do Sul enfrentarão uma taxa de 30%, enquanto os produtos vindos do Cazaquistão e da Malásia pagarão 25%.

Dando continuidade à escalada tarifária iniciada nos últimos dias, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, divulgou nesta quarta-feira (9) mais uma rodada de cartas dirigidas a líderes estrangeiros, desta vez da Tunísia, Bósnia-Herzegovina, Indonésia, Bangladesh, Sérvia, Camboja e Tailândia. As mensagens, publicadas em sua conta oficial na Truth Social, notificam os países sobre a imposição de novas tarifas sobre seus produtos. 

Segundo o comunicado, os percentuais variam de acordo com cada país: Tunísia será alvo de uma tarifa de 25%; Bósnia-Herzegovina, 30%; Indonésia, 32%; Bangladesh e Sérvia, 35%; Camboja e Tailândia, 36%.

Nas correspondências, Trump justifica as medidas com base no persistente déficit comercial dos Estados Unidos em relação a essas nações. Ele afirma que as tarifas poderiam ser evitadas caso as empresas desses países decidissem transferir suas operações industriais para território norte-americano.

O presidente também deixou um aviso claro aos governos afetados: "Qualquer tentativa de impor tarifas retaliatórias será respondida com aumentos proporcionais nos nossos próprios tributos", escreveu.

Trump mira os BRICS e aliados com novas tarifas: "Qualquer país anti-EUA pagará mais"

As políticas tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também têm como alvo os países do BRICS — bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — e suas nações aliadas. No último domingo, Trump anunciou uma tarifa adicional de 10% para qualquer país que, segundo ele, "se alinhe com as políticas anti-EUA promovidas pelos BRICS".

Essa não é a primeira ameaça direta do presidente norte-americano ao grupo. Em janeiro deste ano, Trump afirmou que os países integrantes do BRICS estariam sujeitos a tarifas de até 100% caso abandonem o dólar como moeda de referência internacional ou tentem implementar uma nova divisa alternativa. A declaração foi reiterada em novembro de 2024, durante um discurso voltado à defesa da hegemonia do dólar nas relações comerciais globais.

"Nenhuma prorrogação será concedida", afirma presidente

Trump confirmou que as tarifas recentemente anunciadas — tanto contra os BRICS quanto contra os demais países afetados — entrarão em vigor no dia 1º de agosto de 2025, sem qualquer possibilidade de adiamento.

"As tarifas começarão a ser cobradas em 1º de agosto de 2025. Não houve mudanças nessa data, nem haverá", escreveu o presidente em sua conta na Truth Social, na última terça-feira. "Em outras palavras, todo o dinheiro será devido e pagável a partir de 1º de agosto. Nenhuma prorrogação será concedida", completou.

As declarações reforçam a linha dura adotada por Trump em sua política externa e econômica, centrada na proteção da indústria americana, na valorização do dólar e no enfrentamento direto a blocos e países que, segundo ele, desafiam a liderança dos Estados Unidos no cenário global.