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Von der Leyen critica apoio da China à Rússia e impõe condições para futuro das relações com a UE

Presidente da Comissão Europeia condiciona avanço nas relações sino-europeias à postura de Pequim sobre o conflito na Ucrânia.
Von der Leyen critica apoio da China à Rússia e impõe condições para futuro das relações com a UENicolas Economou / Gettyimages.ru

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira (8), durante sessão no Parlamento Europeu, que a continuidade das boas relações entre a União Europeia e a China dependerá diretamente da posição chinesa sobre o conflito na Ucrânia.

A declaração ocorre semanas antes da cúpula que marca os 50 anos de relações entre o bloco e o país asiático, previstos para o fim de julho, em Bruxelas.

"O apoio inabalável da China à Rússia está criando maior instabilidade e insegurança aqui na Europa. A China está permitindo a economia de 'guerra' da Rússia. Não podemos aceitar isso", afirmou von der Leyen. 

A presidente defendeu que Pequim deveria condenar as ações de Moscou na Ucrânia.

Além disso, von der Leyen apresentou uma lista de critérios à China, entre eles, uma maior abertura a produtos e empresas europeias, e a redução nas exportações chinesas, que, segundo a UE, estariam prejudicando o equilíbrio dos mercados globais.

As negociações entre a China e a União Europeia se intensificaram nos últimos meses, pela razão do apoio chinês à Rússia e das tarifas impostas pelo bloco europeu sobre veículos elétricos chineses, acusados ​​de receber subsídios estatais.

Segundo a imprensa internacional, o presidente chinês Xi Jinping teria criticado a postura da UE e não deverá comparecer à cúpula em Bruxelas.