
Von der Leyen critica apoio da China à Rússia e impõe condições para futuro das relações com a UE

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou nesta terça-feira (8), durante sessão no Parlamento Europeu, que a continuidade das boas relações entre a União Europeia e a China dependerá diretamente da posição chinesa sobre o conflito na Ucrânia.
A declaração ocorre semanas antes da cúpula que marca os 50 anos de relações entre o bloco e o país asiático, previstos para o fim de julho, em Bruxelas.
"O apoio inabalável da China à Rússia está criando maior instabilidade e insegurança aqui na Europa. A China está permitindo a economia de 'guerra' da Rússia. Não podemos aceitar isso", afirmou von der Leyen.
A presidente defendeu que Pequim deveria condenar as ações de Moscou na Ucrânia.

Além disso, von der Leyen apresentou uma lista de critérios à China, entre eles, uma maior abertura a produtos e empresas europeias, e a redução nas exportações chinesas, que, segundo a UE, estariam prejudicando o equilíbrio dos mercados globais.
As negociações entre a China e a União Europeia se intensificaram nos últimos meses, pela razão do apoio chinês à Rússia e das tarifas impostas pelo bloco europeu sobre veículos elétricos chineses, acusados de receber subsídios estatais.
Segundo a imprensa internacional, o presidente chinês Xi Jinping teria criticado a postura da UE e não deverá comparecer à cúpula em Bruxelas.
