Israel quer 'sinal verde' antecipado dos EUA para atacar Irã, afirma imprensa

Benjamin Netanyahu e Donald Trump irão se reunir na Casa Branca nesta segunda-feira, em encontro que deve abordar cessar-fogo com o Hamas e retomada do acordo nuclear com o Irã.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, se reunirá com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta segunda-feira (7), em Washington. Um dos objetivos do primeiro-ministro será obter um "sinal verde" para responder às possíveis ameaças nucleares do Irã, informou o The Jerusalem Post, citando uma autoridade israelense.

Segundo a fonte, a intenção é garantir uma autorização semelhante à utilizada no caso do Líbano: caso sejam detectadas atividades suspeitas em instalações nucleares iranianas ou uso de urânio em áreas já atingidas por bombardeios, Israel teria aprovação prévia dos EUA para agir militarmente.

O encontro ocorre em meio a tratativas de cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. Esta é a terceira visita de Netanyahu à Casa Branca desde que Trump reassumiu a presidência, em janeiro.

Os líderes devem abordar temas como a libertação de reféns, o programa nuclear iraniano e possíveis avanços diplomáticos com países como Arábia Saudita, Síria e Líbano.

Antes da viagem, Netanyahu afirmou que o encontro será "muito importante" para discutir o "fortalecimento da aliança histórica entre Israel e os Estados Unidos", os avanços contra o Irã, Hezbollah e Hamas, além das "grandes oportunidades" para ampliar os acordos de paz no Oriente Médio.

"Devemos permanecer vigilantes contra o esforço do Irã de renovar sua busca por armas nucleares destinadas a nossa destruição", declarou.

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, rebateu as acusações. Em entrevista ao jornalista Tucker Carlson divulgada nesta segunda-feira (7), Pezeshkian afirmou que Israel "criou a falsa ideia de que o Irã busca uma bomba nuclear desde 1984", reforçando que a produção de armamentos atômicos "é religiosamente proibida".

Ele acrescentou que a natureza pacífica do programa nuclear iraniano "sempre foi corroborada" pela cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

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