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Ministério da Fazenda levará proposta de reforma do FMI à reunião do G20 na África do Sul

Subsecretário Antonio Freitas defende diálogo com países desenvolvidos para reformar estrutura de poder do Fundo Monetário Internacional.

A urgência de uma reforma na governança do Fundo Monetário Internacional (FMI) e a necessidade de cooperação entre países em desenvolvimento foram destacadas por Antonio Freitas, subsecretário de Finanças Internacionais e Cooperação Econômica do Ministério da Fazenda, em entrevista exclusiva à RT.

Ele descreveu o cenário global atual como "muito conturbado e perigoso", citando a fragmentação, as medidas unilaterais e o agravamento das tensões geopolíticas.

"Esse entendimento e esse consenso entre o BRICS é fundamental", afirmou Freitas, ao defender mais articulação entre os países do Sul Global, em especial os integrantes dos BRICS, para proteger interesses comuns e promover uma ordem econômica mais equilibrada.

Segundo o subsecretário, o Brasil vai apresentar uma declaração formal sobre a reforma do FMI na próxima reunião do G20, que deverá ser realizada na África do Sul.

"Nós já vamos levar essa declaração e vamos construir com outros países de desenvolvimento e também com outros parceiros do mundo desenvolvido, de outras regiões, entendimentos e consensos para que a gente chegue em outubro em Washington e possa pressionar para que essas reformas avancem", explicou.

Freitas ressaltou que os avanços no FMI têm sido "muito lentos" e que a última mudança significativa ocorreu em 2014. "Ainda que pequena, foi importante. Desde então, os movimentos nessa área têm sido mínimos", avaliou.

Ele também destacou a importância de sensibilizar os países desenvolvidos para que participem de um esforço conjunto. "Temos que dialogar também com os países desenvolvidos, para trazê-los para a serenidade, para a temperança, para o bom senso", disse.

A proposta brasileira visa readequar a distribuição de poder dentro do FMI, ampliando a representatividade de economias emergentes e fortalecendo a atuação do Sul Global diante dos desafios econômicos atuais.