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Federação Israelita acusa Lula de 'banalizar Holocausto' em seu discurso no BRICS

A Federação Israelita de São Paulo criticou a fala de Lula, que assume a presidência rotativa do BRICS, afirmando que o presidente foca em "retórica ideológica".
Federação Israelita acusa Lula de 'banalizar Holocausto' em seu discurso no BRICSRicardo Stuckert / PR

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) emitiu uma dura nota neste domingo (6) contra o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva feito durante a cúpula do BRICS no Rio de Janeiro.

A entidade classificou como "retórica ideológica" as declarações em que Lula condenou o "genocídio praticado por Israel em Gaza" e defendeu o fim da ocupação israelense como solução para o conflito.

"[O presidente Lula] condena Israel, a única democracia do Oriente Médio, por defender sua população", destacou o comunicado.

Segundo a Fisesp, Lula "banaliza o Holocausto" ao usar o termo 'genocídio', estimulando, segundo a entidade, o antissemitismo. A entidade também afirmou que o presidente não condenou os foguetes lançados contra civis israelenses, omitiu menções ao Hamas e ignorou a questão da libertação dos reféns mantidos pelo grupo.

"Sua fala não é apenas falsa, é perigosa", declarou a Fisesp. "Paz se constrói com verdade. E a verdade é que não há paz possível enquanto o Hamas existir", concluiu.

A Fisesp também atacou o alinhamento diplomático do governo, citando a aproximação do Brasil de países como Irã, Rússia e Venezuela.

O que Lula falou?

Durante seu discurso na abertura da cúpula do BRICS na segunda-feira (7), o presidente afirmou que "não podemos permanecer indiferentes ao genocídio praticado por Israel em Gaza e à matança indiscriminada de civis inocentes e o uso da fome como arma de guerra", afirmou Lula.

O presidente também destacou que "absolutamente nada justifica as ações terroristas perpetradas pelo Hamas".