
Polícia de Berlim imobiliza manifestante e detém idosos em protesto pró-Palestina

A polícia de Berlim recorreu à força para interromper uma marcha em apoio à Palestina, realizada no sábado (5) na capital alemã, informa a agência de notícias Anadolu.
Um vídeo registrado no local mostra um manifestante sendo imobilizado por dois policiais, que cobrem seus olhos enquanto o arrastam para fora da manifestação. Outros manifestantes também foram detidos, incluindo uma senhora idosa.
▪️الشرطة #الألمانية تعتدي على متظاهر متضامن مع غزة في برلينhttps://t.co/u64dV3miu3pic.twitter.com/VTCfPOaBZb
— Anadolu العربية (@aa_arabic) July 5, 2025
A marcha, que reuniu centenas de pessoas, havia começado nas proximidades da estação de metrô Wilmersdorfer Strasse, no centro de Berlim. Os manifestantes carregavam bandeiras da Palestina e cartazes com frases como "Parem de matar Gaza pela fome", "Israel é criminosa de guerra" e "Sionismo é o câncer do mundo".
Palavras de ordem criticavam o fornecimento de armas por parte da Alemanha a Israel e denunciavam crimes cometidos pelo regime de ocupação na Faixa de Gaza.

Após os manifestantes percorrerem aproximadamente 600 metros, a polícia interrompeu o ato alegando violações legais. Os agentes anunciaram por alto-falantes que permitiriam apenas um protesto estático, limitado a uma hora, no cruzamento entre as ruas Kant e Wieland. A movimentação da tropa gerou tensão no local, e os agentes passaram a atuar com maior rigidez.

De acordo com a Anadolu, o número de detidos não foi divulgado oficialmente, mas ativistas relataram dezenas de prisões. A atuação da polícia gerou reações imediatas de manifestantes e organizações civis, que classificaram a ação como uma tentativa de silenciar protestos contra o genocídio em curso na Faixa de Gaza.
- Desde 7 de outubro de 2023, Israel realiza uma ofensiva militar na Faixa de Gaza com apoio dos Estados Unidos. A operação inclui ataques, bloqueios, demolições e deslocamentos forçados, de acordo com relatos de organizações internacionais. A Corte Internacional de Justiça emitiu ordens pedindo a suspensão das ações, que seguem em andamento.
- Mais de 193 mil palestinos foram mortos ou feridos, a maioria mulheres e crianças, informa a agência. Outros 11 mil permanecem desaparecidos.
