Kremlin reage após Trump dizer que 'não está feliz' com ligação de Putin

Moscou garantiu que a operação militar seguirá enquanto necessário, apesar das críticas de Trump.

O Kremlin reagiu à insatisfação do presidente dos EUA, Donald Trump, após sua conversa telefônica de quase uma hora com Vladimir Putin, e afirmou que seguirá em busca de seus objetivos estratégicos no contexto do conflito na Ucrânia.
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Segundo o assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, Trump "levantou a questão de encerrar as ações militares na Ucrânia o mais rápido possível". No entanto, de acordo com o Kremlin, Putin reiterou sua determinação em eliminar "as causas básicas, bem conhecidas, que levaram ao estado atual das coisas".

Durante o diálogo, Trump demonstrou insatisfação com a falta de avanços rumo a um cessar-fogo e acusou Putin de não estar comprometido em encerrar o conflito na Ucrânia. Esta foi a quarta conversa entre os dois presidentes em um mês e meio.

Moscou acusa Kiev de incentivar o avanço dofascismo e do ultranacionalismo, além de criticar a expansão da OTAN rumo ao Leste Europeu. Também expressa preocupação com a repressão à população de origem russa na Ucrânia, incluindo a proibição de símbolos políticos e culturais ligados à Rússia.

"A Rússia não vai abandonar esses objetivos", disse Ushakov. Conforme divulgado pelo porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, embora Moscou tenha "preferência por vias políticas e diplomáticas", o atual contexto torna inviável a interrupção da operação militar especial.