
Universidade da Califórnia reforça proibição de protestos estudantis por boicote à Israel

O presidente da Universidade da Califórnia (UC), Michael Drake, reafirmou esta semana a proibição dos grêmios estudantis em promover boicotes financeiros a empresas associadas a países específicos — incluindo Israel, informou a agência de notícias AP nesta sexta-feira (4).

A medida -, que tem gerado críticas de grupos de direitos civis -, foi comunicada por carta aos reitores do sistema, e ocorre durante investigações federais sobre um alegado "antissemitismo" nos campus norte-americanos.
"Ações de entidades universitárias para implementar boicotes a empresas com base em sua associação com um país específico não estariam alinhadas com essas práticas comerciais sólidas", afirmou Drake.
A porta-voz da UC, Rachel Zaentz, ecoou a posição do presidente da universidade, alegando que boicotes "conflitam com a liberdade acadêmica".
A decisão surge em meio a protestos massivos pró-Palestina em 2024, inclusive com confrontos nas universidades, e ofensiva o governo norte-americano à instituições de ensino superior e seus alunos, após protestos contra a atuação israelense na Faixa de Gaza.
Críticos citam censura
O Conselho de Relações Islâmico-Americanas condenou a medida, citando tentativa de silenciar os estudantes.
"Isso transmite uma mensagem assustadora de que os interesses financeiros e a pressão política superam a liberdade de expressão e a responsabilidade moral de se posicionar contra uma nação estrangeira que comete um genocídio", afirmou Oussama Mokeddem, diretor de relações governamentais do grupo.
Aditi Hariharan, presidente da Associação de Estudantes da UC, também criticou a política. "O grêmio estudantil é um dos poucos lugares onde as vozes de estudantes podem ser ouvidos", afirmou.
