Um grupo de 15 ministros de Israel, junto com o presidente do Knesset (Parlamento), Amir Ohana, exigiu ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, na quarta-feira (2), que estenda a soberania israelense sobre a Cisjordânia até o fim do atual mandato.
O pedido, divulgado pelo jornal Jerusalem Post, argumenta que a criação de um Estado palestino na região representaria uma "ameaça existencial" a Israel, especialmente após os ataques de 7 de outubro de 2023.
"O massacre de 7 de outubro demonstrou que a doutrina do bloco de assentamentos e o estabelecimento de um Estado palestino nos territórios remanescentes é uma ameaça existencial a Israel. É hora da soberania", alegam os signatários da carta.
"Após as conquistas históricas de Israel sob a liderança do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu contra o eixo do mal, o Irã e seus simpatizantes, a tarefa deve ser concluída, a ameaça existencial deve ser eliminada por dentro e outro massacre no coração do país deve ser evitado", diz o texto.
"Expansão de assentamentos ilegais"
O Egito reagiu condenando duramente as declarações dos ministros israelenses, que classificou como violação clara do direito internacional. Em nota oficial, o governo egípcio rejeitou qualquer tentativa de consolidar a ocupação israelense e reiterou o apoio ao direito dos palestinos à autodeterminação e à criação de um Estado independente.
O Ministério das Relações Exteriores do Egito também criticou "incursões militares, prisões e a expansão de assentamentos ilegais" na Cisjordânia, além dos ataques na Faixa de Gaza, que, segundo o comunicado, têm como objetivo "minar todos os aspectos da vida palestina".