A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, declarou nesta quinta-feira (3) que seu país, que acaba de assumir a presidência rotativa semestral do Conselho da União Europeia (UE), fará "todo o possível" para ajudar a Ucrânia a se tornar parte do bloco.
"A Ucrânia pertence à UE. Isso é do interesse tanto da Dinamarca quanto da Europa. Por isso, a presidência dinamarquesa da UE fará todo o possível para ajudar a Ucrânia em seu caminho rumo à adesão", afirmou Frederiksen.
A declaração foi divulgada antes de sua reunião na cidade dinamarquesa de Aarhus com o líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Ela também destacou que Kiev é "fundamental para a segurança" e a "liberdade" da Europa".
Mais tarde, a primeira-ministra declarou em Aarhus que a Ucrânia "faz parte da família europeia". Sem a presença de Zelensky nesse encontro, "nossa família europeia estaria incompleta", acrescentou.
Nesse contexto, a ministra dinamarquesa de Assuntos Europeus, Marie Bjerre, declarou à imprensa que a Dinamarca utilizará sua presidência no Conselho para pressionar a Hungria a retirar o veto à adesão da Ucrânia.
"Continuamos trabalhando para encontrar soluções que permitam suspender o bloqueio húngaro. Se isso não for possível, estamos dispostos a buscar todos os meios políticos e práticos para avançar" nas negociações de incorporação de Kiev à UE, afirmou.