A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta quinta-feira o polêmico pacote de corte de impostos e gastos promovido pelo presidente, Donald Trump, que o denominou como "One Big Beautiful Bill Act" ["Um grande e belo projeto de lei, em inglês"].
"A moção é adotada", anunciou o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, seguido por celebrações dos congressistas republicano. "USA, USA, USA!", exclamaram em coro.
Com 218 votos favoráveis e 214 contra, os republicanos superaram a oposição democrata. A Casa Branca celebrou o resultado, qualificando-o como uma "vitória" com uma foto de Trump com os punhos cerrados. O projeto agora irá para sanção do presidente.
Com o pacote, o Governo Federal busca implementar uma série de reformas internas referentes a impostos, recortes e gastos estatais dirigidos a setores prioritários, como saúde, migração, defesa, indústrias, meio ambiente e energia.
Durante o dia, Trump destacou o plano fiscal na Truth Social. "O grande acordo é centrado em crescimento. Caso passe, a América irá vivenciar uma renascença econômica sem precedentes", escreveu.
Na véspera, o projeto passou pelo Senado com uma estreita margem, após a votação terminar com um empate de 50 votos. O vice-presidente, J.D. Vance, garantiu a aprovação pelo "voto de minerva".
Durante a votação, os democratas solicitaram durante vários minutos um consentimento unânime para conseguir uma emenda impeça cortes ao programa de plano de saúde público, conhecido como Medicaid, e ao Programa de Assistência Nutricional Suplementária (SNAP, em inglês). Contudo, foram rechaçados algumas vezes pelo republicano Steve Womack, que dirigia a sessão.
Controvérsia
A lei resultaria em uma baixa de impostos na casa dos bilhões de dólares, compensados pelos cortes a programas sociais de saúde e nutrição. Por outro lado, inclui o aumento do gasto público em defesa, segurança fronteiriça, políticas anti-imigração e energia.
Segundo uma estimativa do Escritório de Orçamento do Congresso citada pela CBS, a nova legislação elevará o déficit federal em U$ 3.3 bilhões na próxima década, acarretando críticas a Trump em seu próprio partido.
Uma das vozes mais notórias contra o projeto é o bilionário Elon Musk, ex-chefe do Departamento de Eficiência Governamental (DOGE). Para o magnata, a lei é "completamente insana e destrutivo", alegando que "irá destruir milhões de empregos na América e causar um imenso dano estratégico a nosso país".
A medida torna permanentes as taxas impostas pelo líder republicano desde 2017, durante seu primeiro mandato, e que expirariam no final deste ano caso o Congresso não legislasse a respeito.