Israel garante que não irá retirar suas forças da Faixa de Gaza em caso de cessar-fogo

Prometendo pôr fim ao "Hamastão", Benjamin Netanyahu voltou a dar declarações beligerantes após Trump anunciar que Tel Aviv concordou com os termos de um possível acordo.

Israel rejeitou nesta quinta-feira (3) que irá retirar suas tropas da Faixa de Gaza, alegando que isso fortaleceria a reorganização do Hamas na região.

"Sair de Gaza e depois, simplesmente, permitir que o Hamas se reagrupe, se reconstrua e nos ataque novamente, como eles dizem que querem fazer, não é uma opção", afirmou o porta-voz do governo, David Mencer, citado pela Agência Brasil.

Anteriormente, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que Tel Aviv havia aceitado as condições para um cessar-fogo de 60 dias no enclave palestino.  "Israel aceitou as condições necessárias para finalizar o cessar-fogo de 60 dias, durante o qual trabalharemos com todas as partes para pôr fim à guerra", escreveu em sua conta na Truth Social na última terça-feira (1).

Na ocasião, Trump mencionou que tinha esperança de que o Hamas também concordasse com os termos do acordo, afirmando que ele "não irá melhorar - SÓ VAI PIORAR".

"Erradicar o Hamas"

Enquanto isso, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, voltou a dizer que vai "erradicar o Hamas".

"Não haverá Hamas. 'Hamastão'. Não vamos voltar a isso. Acabou. Vamos libertar todos os nossos reféns", afirmou, em postagem no X, na quarta-feira (2), em seus primeiros comentários públicos após a proposta anunciada por Trump.

Durante uma reunião organizada pelo oleoduto Trans-Israel, Netanyahu deixou claro que não vê possibilidade de o Hamas continuar existindo e defendeu que não há contradição entre libertar os reféns israelenses e eliminar o grupo, rejeitando críticas que consideram os dois objetivos incompatíveis.

"Vamos acabar com eles até o chão", bravateou, destacando a determinação de realizar uma campanha militar em grande escala contra o movimento palestino.