Pentágono revela por quanto tempo os ataques dos EUA atrasaram o programa nuclear do Irã

Um relatório interno indica que efeito dos ataques no programa nuclear iraniano foi menor que o divulgado oficialmente.

Após o governo de Donald Trump reafirmar que as instalações nucleares de Fordo, Natanz e Isfahan foram "destruídas" pelos bombardeios dos EUA em junho, apesar de vazamentos sugerirem danos menores, o Pentágono afirmou nesta quarta-feira (3) que conseguiu retardar o avanço do programa nuclear iraniano entre "um e dois anos".

Em entrevista coletiva, o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, afirmou que, após os ataques, a capacidade do Irã de retomar seu programa nuclear foi significativamente comprometida. "Provavelmente está próxima de dois anos", afirmou.

Estimativas conflitantes

"Pelo menos as avaliações de inteligência dentro do departamento avaliam isso, e acho que a inteligência deles — referindo-se aos parceiros com os quais operaram — compartilha essa conclusão", disse Parnell.

Uma análise da inteligência dos EUA, vazada para a imprensa e contestada pela Casa Branca, aponta, porém, que os bombardeios provavelmente atrasaram o programa por apenas seis meses.

Irã seguirá com programa

Um dia antes, o parlamentar iraniano Alaeddin Boroujerdi declarou à imprensa local que o país seguirá desenvolvendo seu programa nuclear com fins pacíficos e continuará enriquecendo urânio conforme suas necessidades e os tratados internacionais.

Horas antes, o ministro das Relações Exteriores, Seyed Abbas Araghchi, afirmou que a Organização de Energia Atômica do Irã já realiza uma avaliação técnica para medir os danos. "O que sabemos até agora é que as instalações sofreram danos sérios e graves", disse à CBS News.