Nesta quarta-feira, a China anunciou oficialmente que será representada na cúpula do BRICS, a ser realizada nos dias 6 e 7 de julho no Rio de Janeiro, pelo primeiro-ministro Li Qiang. Para a jornalista chinesa Isabela Shi, a ausência do presidente Xi Jinping não significa uma falta de apoio à posição brasileira.
"Deixam os rumores. A substituição é simplesmente porque Xi e Lula já fizeram mutuamente visita de Estado em 7 meses com trocas de opinião suficientes", escreveu a especialista em seu perfil na plataforma X.
A jornalista mencionou também que os meses de julho e agosto são estratégicos para decisões da política interna chinesa, citando também a articulação do 15º Plano Quinquenal.
"China dá enorme apoio às pautas que Brasil colocou", reforçou Shi. Para ela, a ida do primeiro-ministro pode promover outras dinâmicas à participação chinesa, haja visto que a autoridade "cuida mais de assuntos econômicos".
Ausência de Xi
O anúncio do Ministério das Relações Exteriores da China não detalhou o motivo da ausência de Xi Jinping. Apesar disso, a porta-voz da Pasta afirmou que Pequim apoia o Brasil na missão de fazer da cúpula um "sucesso completo".
"A China atribui grande importância à cooperação BRICS e participará ativamente dela", garantiu Mao Ning.
Segundo interlocutores próximos às negociações, o governo chinês comunicou ao Brasil que o motivo da ausência seria um conflito de agenda.