As autoridades chinesas em Hong Kong criticaram duramente declarações recentes dos Estados Unidos e da União Europeia sobre a legislação de segurança nacional na cidade, informa o South China Morning Post. Pequim classificou as críticas como "hipocrisia" e parte de uma estratégia para conter a China.
A reação veio na terça-feira (1), um dia após o quinto aniversário da promulgação da Lei de Segurança Nacional imposta por Pequim em 2020. As críticas vieram do senador norte-americano Jim Risch, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, e do Serviço Europeu para Ação Externa, braço diplomático da União Europeia.
Risch afirmou que, desde a entrada em vigor da legislação, Hong Kong "não é diferente da China", enquanto a diplomacia europeia disse que houve uma deterioração contínua das liberdades civis na região.
Em nota oficial, o escritório do Ministério das Relações Exteriores da China em Hong Kong expressou "forte insatisfação e firme oposição" às declarações. Segundo o porta-voz do órgão, "alguns políticos desconsideram o próprio histórico negativo em direitos humanos e estado de direito, ignorando a realidade da prosperidade, estabilidade e bem-estar social em Hong Kong".
O representante chinês também criticou o que classificou como "interferência aberta nos assuntos internos da China e de Hong Kong", acusando EUA e UE de agirem com "intenção maliciosa" ao tentar utilizar a cidade como ferramenta geopolítica para conter a influência de Pequim.
Esta terça-feira também marcou os 28 anos da transferência de soberania de Hong Kong do Reino Unido para a China. Na ocasião, o governo chinês aproveitou para destacar avanços que, segundo Pequim, foram alcançados desde a adoção das leis de segurança.
"Exigimos que os políticos em questão reconheçam os fatos, respeitem o direito internacional e cessem imediatamente qualquer forma de interferência nos assuntos internos da China e de Hong Kong", disse o porta-voz.