Notícias

Maduro acusa WhatsApp de espionagem e ajudar em mortes, e promete app estatal

"Eu eliminei o WhatsApp da minha vida. Tchau, WhatsApp'', ironizou.
Maduro acusa WhatsApp de espionagem e ajudar em mortes, e promete app estatalGettyimages.ru / Harun Ozalp/Anadolu

Na segunda-feira (30), durante o programa Con Maduro+, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez duras críticas ao WhatsApp* e incentivou um boicote à plataforma. Inspirado na postura da Rússia em relação às big techs, o líder venezuelano afirmou que pretende desenvolver um aplicativo estatal de comunicação para reduzir a dependência de sistemas estrangeiros.

"Eu eliminei o WhatsApp da minha vida. Tchau, WhatsApp. Não te quero, WhatsApp. [...] Diga você: thau ao WhatsApp", disse Nicolás Maduro.

O presidente classificou o aplicativo de mensagens como "um sistema de espionagem" e alegou que a plataforma estaria "espiando" todos os seus usuários, acompanhando cada detalhe de suas vidas. Ele ainda declarou que o WhatsApp é utilizado para "massacrar o povo palestino".

"É pelo Whatsapp que localizam (os alvos) e lançam os mísseis para matar as pessoas. [..] O Whatsapp foi usado para matar os cientistas no Irã ", declarou o presidente da Venezuela.

Inspiração russa 

Na Rússia, o presidente Vladimir Putin autorizou cientistas a desenvolverem um aplicativo estatal de comunicação chamado MAX, que será integrado aos serviços governamentais e buscará competir com plataformas como WhatsApp e Telegram.

Inspirado no projeto russo, Maduro declarou que a Venezuela também precisa criar sua própria ferramenta de comunicação, a fim de romper a dependência das big techs estrangeiras.

"Estamos trabalhando para ter um sistema de comunicação seguro, que não seja utilizado para espiar e muito menos para matar", disse o governante.

*O Whatsapp integra o conglomerado Meta, classificado na Rússia como uma organização extremista. Suas redes sociais são proibidas em território russo.