
Ordem de Trump põe fim a décadas de sanções dos EUA contra a Síria

O presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um decreto suspendendo as sanções dos EUA contra a Síria e encerrando a emergência nacional em vigor desde 2004 relativa ao país árabe.
A ordem executiva, que entrará em vigor na próxima terça-feira (1), não remove as sanções contra o ex-presidente sírio Bashar al-Assad.

Ao pôr fim a uma série de decretos que bloqueavam bens de autoridades sírias, restringiam exportações e proibiam diversas transações, o governo dos Estados Unidos indicou uma mudança significativa na sua política externa em relação a Damasco.
A suspensão das penalidades faz parte de uma estratégia mais ampla para apoiar a estabilidade e a reconciliação no país. Esse reposicionamento já havia começado em maio, quando Washington concedeu isenções a várias sanções, abrindo caminho para a medida mais abrangente anunciada nesta segunda-feira.
"O presidente Trump deseja sucesso na Síria, mas não às custas dos interesses americanos", diz a declaração, enfatizando a necessidade de retomar o engajamento construtivo.
Nesse sentido, o governo norte-americano destacou que a atual Administração "continuará monitorando todas as ameaças e o progresso nas principais prioridades", como "tomar medidas concretas para normalizar as relações com Israel" e "combater o terrorismo estrangeiro", além de "deportar terroristas palestinos e interditar grupos terroristas palestinos". A Casa Branca ainda ressalta que essas últimas medidas auxiliam os Estados Unidos a "impedir o ressurgimento do ISIS".
