Os Estados Unidos já prorrogaram por três vezes o prazo para que a rede social TikTok se desvincule de sua controladora chinesa, a ByteDance. No entanto, uma declaração recente reacendeu as especulações na imprensa sobre quem será o futuro dono da filial norte-americana da plataforma.
No domingo, o presidente Donald Trump afirmou em entrevista que já existe um comprador para a operação do TikTok nos EUA e que o nome será revelado dentro de "cerca de duas semanas", embora ainda seja necessária a aprovação do governo chinês.
"Acho que provavelmente será preciso o aval da China, e acredito que o presidente Xi [Jinping] vai dar essa permissão", declarou Trump ao programa Sunday Morning Futures da Fox News. "Há um grupo de pessoas muito ricas" fazendo fila para adquirir o TikTok, acrescentou, sem citar nomes. Mesmo assim, diversos veículos da imprensa já vêm apostando nos possíveis interessados.
Nomes mais cotados
- O nome que lidera a lista, segundo a revista Time, é o de Elon Musk, o homem mais rico do mundo de acordo com a Forbes. Em janeiro, Trump chegou a dar sinal verde para uma possível negociação com Musk embora a relação entre os dois tenha se deteriorado publicamente nos últimos tempos.
- Outro nome ventilado é o de Larry Ellison, cofundador e diretor de tecnologia da Oracle. "Parece um bom negócio, senhor presidente", disse ele a Trump durante uma conversa na Casa Branca. A Oracle já fornece parte da infraestrutura da plataforma TikTok nos EUA.
- O criador de conteúdo Jimmy Donaldson, conhecido como MrBeast, também entrou no radar. Em janeiro, chegou a publicar no próprio TikTok que desejava adquirir a plataforma. "Os EUA merecem o TikTok", escreveu ao lado de seu advogado.
- Pouco depois da publicação de MrBeast, o investidor canadense Kevin O’Leary fez uma publicação nas redes sociais. Ele integra um grupo interessado na compra do TikTok e chegou a publicar uma entrevista na Fox Business questionando: "O concorrente é mesmo o MrBeast?".
- Ex-secretário do Tesouro durante o governo Trump, Steven Mnuchin também demonstra interesse desde o ano passado. Ele busca reunir um grupo de investidores e, com os 90 dias extras concedidos por Trump, avalia suas chances.
- Por fim, o príncipe bilionário saudita Alwaleed Bin Talal, CEO da Kingdom Holding, também é apontado como possível comprador. Ele já possui experiência no setor: em 2022, tornou-se o segundo maior acionista do Twitter, hoje rebatizado como X.