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Reuters: Navios no Estreito de Ormuz se passam por russos e chineses para evitar ataque

Com medo de represálias em meio à tensão entre Irã e Israel, embarcações adotam táticas de disfarce para despistar possíveis ofensivas.
Reuters: Navios no Estreito de Ormuz se passam por russos e chineses para evitar ataqueGallo Images / Copernicus Sentinel 2017 / Orbital Horizon / Gettyimages.ru

Diante da escalada de tensão no Oriente Médio e das incertezas sobre o cessar-fogo entre Irã e Israel, embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz têm adotado táticas incomuns para evitar ataques. Segundo a agência Reuters, navios passaram a simular nacionalidades como russa e chinesa, na tentativa de reduzir o risco de serem alvos durante a travessia por uma das rotas mais estratégicas do comércio global de petróleo.

Entre 12 e 24 de junho, ao menos 55 navios que navegaram pelo estreito e pelo Mar Vermelho emitiram 101 sinais atípicos. Alguns afirmaram transportar petróleo russo ou operar sob propriedade chinesa, enquanto outros sintonizaram rádios do país asiático para reforçar o disfarce. Houve até caso de um porta-contêineres com bandeira do Panamá adotando essa prática.

"A percepção entre os proprietários de embarcações é que, devido à natureza complexa do transporte marítimo, é difícil saber ou determinar claramente as nacionalidades das embarcações com maior risco, ou seja, Reino Unido, Estados Unidos e Israel", explicou Ami Daniel, CEO da empresa de análise de risco marítimo Windward.

O Estreito de Ormuz é considerado o principal corredor de exportação de petróleo do mundo. Em 2024, cerca de 20 milhões de barris passaram por ali diariamente, o equivalente a 20% do consumo global de líquidos de petróleo, segundo dados da Administração de Informação de Energia dos EUA.