Notícias

Quase metade das escolas da África do Sul não possuem acesso a água potável

Relatórios revelam que o problema se estende a grande parte do continente africano, expondo milhões a doenças e riscos sanitários.
Quase metade das escolas da África do Sul não possuem acesso a água potávelGettyimages.ru / John Fredricks/NurPhoto

A crise hídrica na África do Sul afeta diretamente o ambiente escolar. Segundo relatório de 2024 realizado pela Statistics South Africa, 43% das escolas do país não possuem acesso à água potável. A situação é ainda mais alarmante nas zonas rurais, onde apenas 36,7% da população tem acesso regular a fontes de água limpa.

O cenário se agrava diante da fragilidade da infraestrutura hídrica. De acordo com o relatório Blue Drop 2023, responsável por monitorar a qualidade do abastecimento no país, 29% dos sistemas estão em condições críticas.

Um levantamento paralelo da organização WaterCAN (Water Community Action Network) reforça o alerta. Em uma amostra de 54 escolas analisadas, 23 apresentaram contaminação na água consumida por alunos e funcionários.

Crise que atravessa fronteiras

Relatório da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado em 2023, traça um panorama preocupante: cerca de 70% da população nos países africanos tem acesso apenas a serviços básicos de água — o que não significa que ela seja própria para consumo.

O problema não é exclusivo da África do Sul. Afinal, a má qualidade da água foi responsável por 10% de todas as mortes no Chade. A República Centro-Africana aparece logo em seguida, com 9,5%, seguida por Níger, Sudão do Sul (8,2% cada) e Nigéria (7%).

Na República Democrática do Congo, apenas 19% da população têm acesso seguro. A situação é ainda mais grave na Etiópia (12,6%), na República Centro-Africana (6,2%) e no Chade (5,6%). A República do Congo, embora em situação menos crítica, registra apenas 46% de cobertura com fontes confiáveis.