Alemanha planeja impedir aquisição do Nord Stream 2 em nova medida energética

Governo busca alterar legislação de comércio exterior para evitar que ativos do gasoduto controlado pela russa Gazprom sejam adquiridos, em meio ao esforço de reduzir a dependência energética de Moscou.

A Alemanha pretende modificar sua legislação de comércio exterior para impedir que a operadora do gasoduto Nord Stream 2 seja adquirida, informou a Agência Reuters. A medida faz parte dos esforços do país para diversificar sua matriz energética, após décadas de dependência total do gás russo.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, reiterou que o Nord Stream 2 não entrará em operação, apesar de o projeto ter recebido aprovação no passado. No entanto, Berlim enfrenta limitações legais para barrar a venda dos ativos, atualmente controlados pela estatal russa Gazprom.

O sistema Nord Stream é composto por dois gasodutos duplos que atravessam desde o Mar Báltico até a Alemanha, com capacidade total de transporte de 110 bilhões de metros cúbicos de gás por ano, sendo, até então, a principal rota de fornecimento de gás para a Europa. 

O Nord Stream 2, sediado na Suíça e concluído em 2021, jamais entrou em operação devido ao conflito na Ucrânia e ao colapso das relações entre a Rússia e o Ocidente. Em 2022, o gasoduto sofreu explosões que permanecem sem esclarecimento.

Atualmente, o Nord Stream 2 está sob processo de insolvência e seus ativos podem ser colocados à venda.

Em declaração à Reuters, o ex-secretário de Estado da Economia e atual parlamentar do Partido Verde, Michael Kellner, defendeu mudanças urgentes na legislação. "Oleodutos na Alemanha ou na Europa não devem pertencer nem a empresas russas, nem a americanas", afirmou.

Entenda o que é o Nord Stream e qual sua importância