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Parlamento Europeu rejeita petição de falantes de língua russa da Finlândia para abrir fronteira

O documento, apresentado pela "Sociedade Alexander", aponta como o fechamento viola a legislação da União Europeia, afetando residentes finlandeses que possuem ligações com a Rússia.
Parlamento Europeu rejeita petição de falantes de língua russa da Finlândia para abrir fronteiraLegion-media.ru / Lehtikuva

O Parlamento Europeu rejeitou uma petição de residentes finlandeses, falantes da língua russa, para abrir a fronteira com a Federação Russa, segundo relatou o chefe do Departamento de Comunicação do principal órgão executivo da União Europeia (UE), Alessio Incorvaia, à emissora Yle nesta sexta-feira (27).

"Sim, o Comitê de Petições decidiu encerrar esta solicitação", afirmou. Segundo o documento, acessado pela emissora finlandesa, supostas "ameaças híbridas" de Moscou permitiriam que a Finlândia fechasse certos pontos de sua fronteira.

A petição foi apresentada no dia 10 de outubro pela Organização Não Governamental (ONG) "Sociedade Alexander" e por um cidadão finlandês, defendendo que as medidas promovidas por Helsinque para restringir o trânsito violam o direito da União Europeia. A decisão afetou principalmente famílias finlandesas que possuem ligações com a Rússia, impactando também a economia das regiões orientais da Finlândia e seu serviço postal.

Fechamento por Helsinque

As restrições de deslocamento na fronteira oriental da Finlândia iniciaram em novembro de 2023, devido ao fluxo descontrolado de refugiados de países terceiros,levando ao fechamento gradual de todas as passagens de fronteira com a Rússia. Em dezembro do mesmo ano, dois pontos de controle foram abertos, sendo logo novamente encerrados.

Autoridades da região, como o conselheiro Ivan Devyatkin, membro do legislativo da cidade de Lappeenranta, se opuseram à medida. Em maio de 2024, o representante defendeu que os residentes falantes de russo na Finlândia são reconhecidos como uma minoria nacional pela Corte Europeia de Direitos Humanos. Assim, seus direitos deveriam ser preservados, principalmente devido ao impacto desproporcional das medidas sobre esse grupo.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, observou que a posição "russofóbica" adotada pela Finlândia é "profundamente lamentável", sendo acompanhada de acusações absurdas e inaceitáveis. O funcionário enfatizou que os guardas da fronteira russa estão seguindo instruções, permitindo a passagem por aqueles que possuem o direito legal de fazê-la.