China adverte sobre mísseis dos EUA nas Filipinas: 'Isso trará autodestruição'

A declaração foi feita pelo porta-voz da pasta, Zhang Xiaogang, após a divulgação de planos do Pentágono para reforçar sua presença militar no arquipélago filipino.

A China voltou a subir o tom contra as Filipinas nesta semana após o governo de Manila manifestar disposição para receber mais sistemas de mísseis estratégicos Typhon dos Estados Unidos. Segundo o jornal South China Morning Post, a advertência partiu do Ministério da Defesa chinês, que acusou o país vizinho de aderir a uma estratégia de confronto liderada por Washington e alertou: "Convidar os lobos para casa será contraproducente e levará à autodestruição".

A declaração foi feita pelo porta-voz da pasta, Zhang Xiaogang, após a divulgação de planos do Pentágono para reforçar sua presença militar no arquipélago filipino, incluindo o envio de novos sistemas de mísseis de médio alcance, com capacidade de atingir quase toda a região do mar do Sul da China, além de Taiwan e até partes do território continental chinês.

Zhang afirmou que Manila está destruindo a própria estabilidade ao aceitar se transformar em base avançada dos EUA na região. O exército filipino, por sua vez, já havia sinalizado que receberia "com grande satisfação" os novos lançadores Typhon, além de manter em operação sistemas anti-navio usados em exercícios anteriores.

Anteriormente, Manila já havia manifestado interesse em receber mais sistemas de mísseis Typhon. Segundo o porta-voz do Exército, coronel Louie Dema-ala, a chegada de novas unidades desses lançadores seria "muito bem-vinda".

Em paralelo, Pequim também denunciou o programa "Novos Heróis-Pescadores", promovido pelo governo filipino, que incentiva pescadores a navegarem em áreas disputadas do mar do Sul da China. Para os chineses, trata-se de uma provocação disfarçada de patriotismo, uma estratégia para tensionar a região sob o pretexto de soberania da atividade pesqueira.

O porta-voz deixou claro que a China "reforçará o controle administrativo" sobre as águas contestadas e garantirá a defesa de seus "direitos e interesses marítimos".